Sigmund Freud 

Este homem falava do mesmo modo que ouvi milhares de outros falarem antes em Freiburg. Seu rosto parecia familiar - ele era típico. Também o era o jovem com quem ele falava de religião. Era cortado do tecido com que o destino faz trapaceiros quando chega o tempo: astuto, mentiroso, mantido pelos parentes que o adoram, na crença de que é um grande talento, mas inescrupuloso e sem caráter. Um cozinheiro da Boêmia com o mais perfeito rosto de buldogue que já vi pôs o chapéu. Estou cheio disto. No correr da conversa, fico sabendo que Madame Judia e família provêm de Meseritsch: o adequado monte de adubo para esse tipo de erva daninha.

Trecho de carta de Freud, um judeu ocidentalizado, a Emil Fluss, datada em 18 de setembro de 1872, referindo-se a judeus orientais. De Sigmund Freud, "Some Early Unpublished Letters", trad. Ilse Scheier, International Journal of Psychoanalysis 50 (1969):419-27; citado por Sander Gilman, em Freud, raça e sexos (Rio de Janeiro: Imago, 1994, p. 29). FR

 

Certamente há importantes diferenças entre o espírito judeu e o ariano. Podemos observar isto diariamente. Daí, haveria com certeza aqui e ali diferenças na visão da arte e da vida. Mas não haveria algo como uma ciência ariana ou judaica. Os resultados na ciência têm de ser idênticos, embora a apresentação deles possa variar.

Em carta datada em 08 de junho de 1913, a seu discípulo Sándor Ferenczi, judeu húngaro. JONES, Life and work of Sigmund Freud, p. 168; Sander Gilman, op. cit., p. 47. FR

 

Ao lado do corpo sem vida do ente amado, passou a existir não só a doutrina da alma, a crença na imortalidade e uma poderosa fonte de sentimento de culpa do homem, mas também os primeiros mandamentos éticos. A primeira e mais importante proibição feita pela consciência que despertava foi: 'Não matarás'. Surgiu em relação a pessoas mortas que eram amadas, como uma reação contra a satisfação do ódio que se ocultava sob o pesar, estendendo-se gradativamente a estranhos que não eram amados e, finalmente, até mesmo a inimigos.

Essa extensão final do mandamento já não é experimentada pelo homem civilizado. Quando a furiosa luta da guerra atual foi decidida, cada um dos combatentes vitoriosos retornará alegremente à pátria, para sua esposa e seus filhos, sem ser questionado nem ser perturbado por pensamentos sobre os inimigos que, quer de perto, quer de longe, matou. É digno de nota que as raças primitivas que ainda sobrevivem no mundo, e que indubitavelmente se acham mais próximas do que nós do homem primevo, agem de modo diferente em relação a isso, ou pelo menos agiam até ficarem sob a influência de nossa civilização. Selvagens - australianos, boximanes, fueguinos - estão longe de ser assassinos implacáveis; quando voltam vitoriosos da guerra não pisam em suas aldeias nem tocam suas esposas até que tenham expiado os assassinatos que perpetraram na guerra por penitências, quase sempre longas e tediosas. É fácil, naturalmente, atribuir isso à sua superstição: o selvagem ainda teme os espíritos vingativos dos assassinados. Mas os espíritos dos seus inimigos mortos nada mais são do que expressão de sua consciência pesada por causa de sua culpa de homicídio; por detrás dessa superstição jaz oculta uma veia se sensibilidade ética que foi perdida por nós, homens civilizados.

Reflexões para os Tempos de Guerra. In Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, vol. XIV. Rio de Janeiro: Imago, 1996, p. 305. FR

 

Podemos compará-los com indivíduos de raça mestiça [Mischlingen menschlicher Rassen] que, tomados em termos gerais, parecem brancos, mas que traem sua ascendência de cor por um ou outro aspecto marcante, e por isso são excluídos da sociedade e não usufruem de quaisquer dos privilégios dos brancos.

Comparando o preconsciente com o inconsciente. De FREUD, Standard Edition, 14:191ç, GW 10:289-90; Sander Gilman, op. cit., p. 37.

 

Nenhum leitor [da versão hebraica] deste livro achará fácil pôr-se na posição emocional de um autor que ignora a língua do texto sagrado, que está completamente afastado da religião de seus pais - bem como de qualquer outra religião - e que não pode compartilhar de ideais nacionalistas, mas que nunca repudiou seu povo, que sente que é em sua natureza [Eigenart] essencial um judeu e que não deseja alterar essa natureza. Se lhe fosse perguntado: "Já que você abandonou todas essas características [Gemeinsamkeiten] comuns de seus patrícios [Volksgenossen] o que lhe restou que seja judeu?" ele responderia: "Uma parte importante, e provavelmente sua própria essência". Ele não expressaria essa essência em palavras; mas algum dia, sem dúvida, ela se tornará acessível à mente científica.

Prefácio de 1934 da edição em hebraico de Totem e Tabu. Vide SE 13:xv; GW 14:569; Sander Gilman, op. cit., p.52. FR

 

O homem primitivo é conhecido por nós pelos estágios de desenvolvimento através dos quais eles passou (...). Podemos, então, julgar as assim chamadas raças selvagens e semi-selvagens; sua vida psíquica assume um peculiar interesse para nós, pois podemos reconhecer em sua vida psíquica um bem preservado e inicial estágio de nosso próprio desenvolvimento.

Freud, Sigmund (1938), "Totem and Taboo". InThe Basic Writings of Sigmund Freud. New York: Random House, edited and translated by A.A. Brill, p. 807; citado por Trevor Major, Haeckel: The Legacy of a Lie, http://www.apologeticspress.org .

 

Biografia de SIGMUND FREUD

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DIGA NÃO AO RACISMO

 

NAÇÃO MESTIÇA

"Aprendi a considerar fundamental a diferença entre raça e cultura; a discriminar entre os efeitos de relações puramente genéticas e os de influências sociais, de herança cultural e de meio",

Gilberto Freyre

Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente apóia a política anti-família do governo LULA

Delegada governamental é transformada em delegada da sociedade civil na I Conferência Estadual da Igualdade Racial do Amazonas

SEAS atrasa entrega do relatório da Conferência da Igualdade racial

Nação Mestiça denuncia desmatamento em Iranduba no Amazonas

IMPAS: povo paga folgas de médicos

Diretor permite entrada de bebida alcoólica em escola estadual denunciada por cobrança ilegal de taxa dos alunos

Política da SEPPIR gera perseguição a movimentos mestiço no Amazonas

Representante da SEPPIR é denunciada por injúria em Manaus

Federação israelita reprime manifestação afro-brasileira - Leão Alves

Governo LULA discrimina mestiços

IX ABANNE Reunião de Antropólogos do Norte e Nordeste

Departamento de Ciências Sociais da UFAM e Departamento de Antropologia da UFRR

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LULAS's Brazilian Government discriminates Mestizoes

 

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