Devido às características econômicas que sempre predominaram no Ceará (a pecuária, atividade bastante móvel, e a cotonicultura) e aos aspectos naturais da terra (como o regime períodico de secas, que gerava graves situações de escassez de alimentos em várias áreas sertanejas), a escravidão não foi muito comum nesse Estado. Assim, a população negra cearense é relativamente pequena. Predominam os mestiços, descendentes, em sua maior parte, de brancos e índios, mulatos e caboclos que viviam como vaqueiros, moradores de fazendas, pescadores, etc.
O Ceará tem cerca de 15 etnias nativas, embora somente 9 sejam reconhecidas
pela
FUNAI. A população estimada dessas 9 etnias é de 5.365 índios. No Ceará
muitas pessoas desconhecem a existência dos índios, pois os próprios índios,
durante muito tempo esconderam sua identidade. Um decreto da Assembléia
Provincial do Ceará datado de 1863, declarou que não haviam índios no Ceará.
Então os índios passaram a ser desacreditados, perseguidos e tiveram suas
terras invadidas. Somente na década de 1980, os índios cearenses começaram a
reivindicar seus direitos de posse de terra e o reconhecimento de suas etnias.
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Contribuição de
Marcos Silva
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DENUNCIE A POLÍTICA DO GOVERNO BRASILEIRO CONTRA MESTIÇOS
DENUNCIE LA POLÍTICA DEL GOBIERNO BRASILEÑO CONTRA MESTIZOS
DENOUNCE THE POLICY OF THE BRAZILIAN GOVERNMENT AGAINST MESTIZOS / MULTIETHNICS
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