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Abaixo-assinado em apoio à PEC 38/99 que condiciona ao Senado a aprovação de demarcação de terras indígenas e limita suas extensões

February 4th, 2012

Deixe o seu apoio à Proposta de Emenda à Constituição nº 38, de 1999 (PEC 38/99) que condiciona ao Senado Federal a aprovação de demarcação de terras indígenas e limita suas extensões, subscrevendo o abaixo-assinado.

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Abaixo-assinado Apoio à PEC 38/99 que condiciona ao Senado a aprovação de demarcação de terras indígenas e limita suas extensões
Para:Senado Federal, Câmara dos Deputados, Presidência da República Federativa do Brasil
Nós, abaixo assinados, apoiamos a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição Nº 38, de 1999 (PEC 38/99) que atribui ao Senado Federal competência privativa para aprovar processo de ‘demarcação de terras indígenas’ e também estabelece que áreas destinadas a terras indígenas não poderão ultrapassar 30% (trinta por cento) da superfície de cada unidade da federação, pelas razões contidas na Justificação da PEC – http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=40375 – e na Nota de Apoio do Movimento Nação Mestiça abaixo:
NOTA EM APOIO À PEC 38/99
O MOVIMENTO NAÇÃO MESTIÇA, organização nacional de defesa do mestiço brasileiro e de sua identidade, vem expressar o seu apoio à Proposta de Emenda à Constituição Nº 38, de 1999 (PEC 38/99). Entre as razões para este apoio estão: 1. as práticas de limpeza étnica contra populações de etnia mestiça que sucedem às demarcações; 2. o desrespeito aos direitos originários sobre a terra destas populações mestiças, as quais, como os indígenas, são também nativas; 3. a paulatina implantação do apartheid étnico e racial no Brasil, que desrespeita a Constituição Federal e tratados internacionais assinados pelo Estado brasileiro contra esta prática e contra o racismo, como a Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, e outras convenções internacionais sobre Direitos Humanos; 4. o desrespeito à integridade das famílias mistas; 5. os constrangimentos, intimidações e outros atos que têm levado a insegurança, e às vezes o desespero, a populações mestiças e a outros brasileiros; 6. os prejuízos sociais, culturais e econômicos sobre estas populações, em sua absoluta maioria formada por pessoas de baixa renda; 7. a importância do Senado ocupar neste tema o seu lugar de representante das unidades da Federação, especialmente diante da falta de apoio institucional às populações sob o risco de expulsão que as permitam defender seus interesses diante das ações promovidas pelo governo federal, através da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do Ministério da Justiça, e por poderosas organizações não-governamentais internacionais; 8. a mudança da motivação para a instituição de áreas indígenas, da justa proteção de populações vulneráveis à instituição de espaços de segregação étnica e racial. Afirmamos, assim, a fraternidade da comunidade nacional diante de toda ideologia ou interesse que vise erguer barreiras entre brasileiros.
Manaus (AM), 3 de fevereiro de 2012.
A Diretoria
Os signatários

Abaixo-assinado Apoio à PEC 38/99 que condiciona ao Senado a aprovação de demarcação de terras indígenas e limita suas extensões

Para:Senado Federal, Câmara dos Deputados, Presidência da República Federativa do Brasil

Nós, abaixo assinados, apoiamos a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição Nº 38, de 1999 (PEC 38/99) que atribui ao Senado Federal competência privativa para aprovar processo de ‘demarcação de terras indígenas’ e também estabelece que áreas destinadas a terras indígenas não poderão ultrapassar 30% (trinta por cento) da superfície de cada unidade da federação, pelas razões contidas na Justificação da PEC – http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=40375 – e na Nota de Apoio do Movimento Nação Mestiça abaixo:

NOTA EM APOIO À PEC 38/99

O MOVIMENTO NAÇÃO MESTIÇA, organização nacional de defesa do mestiço brasileiro e de sua identidade, vem expressar o seu apoio à Proposta de Emenda à Constituição Nº 38, de 1999 (PEC 38/99). Entre as razões para este apoio estão: 1. as práticas de limpeza étnica contra populações de etnia mestiça que sucedem às demarcações; 2. o desrespeito aos direitos originários sobre a terra destas populações mestiças, as quais, como os indígenas, são também nativas; 3. a paulatina implantação do apartheid étnico e racial no Brasil, que desrespeita a Constituição Federal e tratados internacionais assinados pelo Estado brasileiro contra esta prática e contra o racismo, como a Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, e outras convenções internacionais sobre Direitos Humanos; 4. o desrespeito à integridade das famílias mistas; 5. os constrangimentos, intimidações e outros atos que têm levado a insegurança, e às vezes o desespero, a populações mestiças e a outros brasileiros; 6. os prejuízos sociais, culturais e econômicos sobre estas populações, em sua absoluta maioria formada por pessoas de baixa renda; 7. a importância do Senado ocupar neste tema o seu lugar de representante das unidades da Federação, especialmente diante da falta de apoio institucional às populações sob o risco de expulsão que as permitam defender seus interesses diante das ações promovidas pelo governo federal, através da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do Ministério da Justiça, e por poderosas organizações não-governamentais internacionais; 8. a mudança da motivação para a instituição de áreas indígenas, da justa proteção de populações vulneráveis à instituição de espaços de segregação étnica e racial. Afirmamos, assim, a fraternidade da comunidade nacional diante de toda ideologia ou interesse que vise erguer barreiras entre brasileiros.

Manaus (AM), 3 de fevereiro de 2012.

A Diretoria

Os signatários


Assinar o abaixo-assinado em Apoio à PEC 38/99 que condiciona ao Senado a aprovação de demarcação de terras indígenas

Abaixo-assinado Apoio à PEC 38/99 que condiciona ao Senado a aprovação de demarcação de terras indígenas e limita suas extensões, para Senado Federal, Câmara dos Deputados, Presidência da República Federativa do Brasil foi criada e escrita pela comunidade Movimento Nação Mestiça.

Este abaixo-assinado encontra-se alojado na internet no site Petição Publica Brasil que disponibiliza um serviço público gratuito para abaixo-assinados (petições públicas) online.
Caso tenha alguma questão para o autor do abaixo-assinado poderá enviar através desta página de contato

Nota do Nação Mestiça em Apoio à PEC 38/99

February 3rd, 2012

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NOTA EM APOIO À PEC 38/99

O MOVIMENTO NAÇÃO MESTIÇA, organização nacional de defesa do mestiço brasileiro e de sua identidade, vem expressar o seu apoio à Proposta de Emenda à Constituição Nº 38, de 1999 (PEC 38/99). Entre as razões para este apoio estão: 1. as práticas de limpeza étnica contra populações de etnia mestiça que sucedem às demarcações; 2. o desrespeito aos direitos originários sobre a terra destas populações mestiças, as quais, como os indígenas, são também nativas; 3. a paulatina implantação do apartheid étnico e racial no Brasil, que desrespeita a Constituição Federal e tratados internacionais assinados pelo Estado brasileiro contra esta prática e contra o racismo, como a Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, e outras convenções internacionais sobre Direitos Humanos; 4. o desrespeito à integridade das famílias mistas; 5. os constrangimentos, intimidações e outros atos que têm levado a insegurança, e às vezes o desespero, a populações mestiças e a outros brasileiros; 6. os prejuízos sociais, culturais e econômicos sobre estas populações, em sua absoluta maioria formada por pessoas de baixa renda; 7. a importância do Senado ocupar neste tema o seu lugar de representante das unidades da Federação, especialmente diante da falta de apoio institucional às populações sob o risco de expulsão que as permitam defender seus interesses diante das ações promovidas pelo governo federal, através da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do Ministério da Justiça, e por poderosas organizações não-governamentais internacionais; 8. a mudança da motivação para a instituição de áreas indígenas, da justa proteção de populações vulneráveis à instituição de espaços de segregação étnica e racial. Afirmamos, assim, a fraternidade da comunidade nacional diante de toda ideologia ou interesse que vise erguer barreiras entre brasileiros.

Manaus (AM), 3 de fevereiro de 2012.

A Diretoria

O que é limpeza étnica – Leão Alves

February 6th, 2012

Algumas pessoas perguntaram sobre o porquê de haver a expressão ‘limpeza étnica’ na Nota do Nação Mestiça – parece que a expressão é “muito forte” e incômoda para alguns. A expressão é adequada ao caso. Deixamos abaixo definições de limpeza étnica. Estamos pesquisando definições de outras fontes, inclusive no Direito brasileiro (quem tiver material, agradecemos se nos enviar), e pretendemos acrescentar a este texto. Na legislação brasileira existe a palavra “desintrusão”, ou seja, “tirar o intruso”…

“Limpeza étnica é a tentativa de forçar a remoção de um grupo étnico ou religioso de uma área através da deportação ou remoção, aprisionamento ou genocídio. O objetivo da limpeza étnica é criar ou assegurar a pureza do grupo étnico dominante”, Sally J. Scholz, Villanova University, USA, em Encyclopedia of Global Justice.

“É a tentativa de criar áreas geográficas etnicamente homogêneas através da deportação ou remoção à força de pessoas pertencentes a determinados grupos étnicos”, Enciclopédia Britânica.

Traduções nossas.

“De acordo com a Comissão de Especialistas da ONU: ‘limpeza étnica’ significa um ato de ‘deixar uma área etnicamente homogênea por meio do uso da força ou da intimidação para remover pessoas de determinados grupos da área’”, A. Cohen, em Deviant Behavior, citado por Isiaka Alani Badmus em “Our Darfur, their Darfur”: Sudan’s politics of deviance and the rising “ethnic-cleansing” in an African emerging anarchy.

É surpreendente como influenciando a academia, a mídia e outros formadores de opinião, até ideologias macabras como as que levam ao apartheid e à limpeza étnica conseguem camuflar estas práticas como se fossem algo justificável e até moralmente necessário.

Os vídeos e os textos postados assinados por seus autores e os noticiosos e de outros sites lincados são de inteira responsabilidade dos mesmos não representando no todo ou em parte posicionamentos do Nação Mestiça.

PEC que condiciona demarcação de terras indígenas à aprovação do Senado está na ordem do dia

February 3rd, 2012

A Proposta de Emenda à Constituição que dá ao Senado Federal competência privativa para aprovar processos de demarcação de terras indígenas está pronta para ser votado em Plenário. A proposta (PEC 38/99) é de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e já teve aprovação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A proposta de Mozarildo também determina que a demarcação de terras indígenas ou unidades de conservação ambiental respeite o limite máximo de 30% da superfície de cada estado. Em audiência pública realizada em 2009, representantes indígenas se manifestaram contrários a essa limitação. A proposta trata de tema polêmico e dividiu as opiniões dos senadores da CCJ.

Ao justificar a PEC, o senador Mozarildo Cavalcanti afirmou que têm sido demarcados territórios desproporcionais às populações indígenas a que se destinam, o que torna amplas áreas dos estados brasileiros inaproveitadas para a exploração econômica. Ele disse que isso está inviabilizando o desenvolvimento de alguns estados. O parlamentar foi um dos principais críticos da demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol em seu estado.

O parecer aprovado na CCJ acrescenta inciso ao artigo 52 da Constituição, para estabelecer que o Senado aprove toda proposta do Poder Executivo que traga ato demarcatório das terras indígenas. No entanto, excluiu os artigos que tratam de áreas de conservação ambiental, por considerar um assunto distinto das reservas indígenas.

No final de 2010, a matéria foi arquivada com o término da legislatura. Mas o autor requereu o desarquivamento logo no início da atual legislatura. Como a PEC já havia sido aprovada pela CCJ, a matéria está na Ordem do dia para ser votada.

Iara Farias Borges / Agência Senado

Os vídeos e os textos postados assinados por seus autores e os noticiosos e de outros sites lincados são de inteira responsabilidade dos mesmos não representando no todo ou em parte posicionamentos do Nação Mestiça.

Mestiços sob risco de limpeza étnica em Autazes

January 30th, 2012

Entrevista da presidente do Movimento Nação Mestiça, Helderli Castro de Sá, ao jornalista Patrick Mota do programa Em Cima da Notícia da Amazonas FM, em 27/01/2012, na qual denuncia o risco de limpeza étnica da população mestiça em Autazes (AM) por ação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

Mestiços manifestam-se contra limpeza étnica em Autazes

January 29th, 2012

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Mais de duzentas de cinquenta pessoas vindas de diversas comunidades de Autazes e algumas de municípios vizinhos ocuparam hoje (29) por volta das 11 horas, a praça da Comunidade Novo Céu, no município de Autazes (AM), na mobilização popular organizada pelo Movimento Nação Mestiça e seu Núcleo local. Lotando a área coberta da praça, o evento teve a participação de comunitários, associados, autoridades e de estudiosos convidados. Embora também convidada, a FUNAI  - Fundação Nacional do Índio não compareceu. Entre os assuntos abordados, destacou-se o problema da ameaça de limpeza étnica da população mestiça, caso haja ampliação de áreas indígenas já demarcadas e a criação de novas áreas, e as medidas administrativas e judiciais necessárias para proteger a comunidade. Houve a coleta de relatos de mestiços sobre a atuação da FUNAI nos processos de criação de áreas exclusivas para indígenas e mostrou-se importante acompanhar os ritos legais que este órgão deve cumprir, como também atuar no sentido de impedir que a comunidade mestiça sofra qualquer ato de abuso de autoridade ou outros constrangimentos. Foi destacada a importância dos mestiços defenderem-se das políticas de limpeza étnica do governo federal, administrado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e a obrigação deste de respeitar tratados internacionais contra esta prática.

Conflito em terras indígenas de Confresa – MT

January 27th, 2012

Os vídeos e os textos postados assinados por seus autores e os noticiosos e de outros sites lincados são de inteira responsabilidade dos mesmos não representando no todo ou em parte posicionamentos do Nação Mestiça.

CONVITE

January 24th, 2012

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CONVITE

MOVIMENTO PARDO-MESTIÇO BRASILEIRO – NAÇÃO MESTIÇA e seu NÚCLEO MESTIÇO DE AUTAZES têm a honra de convidar a participar da Mobilização Popular que será realizada na Comunidade Novo Céu, no Seringal, no domingo, dia 29 de janeiro de 2012, às 11:00 horas da manhã, no município de Autazes (AM), contra medidas de limpeza étnica da população mestiça, em defesa dos seus direitos originários nativos, territoriais e culturais e de suas fontes de sustento material; contra o impacto social e econômico sobre os municípios devido à ação da Fundação Nacional do Índio – FUNAI visando criar novas terras exclusivas para indígenas no município de Autazes e vizinhos (Careiro, Careiro da Várzea, Borba e Manaquiri) e outros assuntos relativos.

Atenciosamente,
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HELDERLI FIDELIZ CASTRO DE SÁ
Presidente
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Fones (92)9609-0097/9215-7655/3641- 6358


Coordenadora da União da Juventude Mestiça gabarita vestibular do IFAM

January 24th, 2012

24012012119

A coordenadora da União da Juventude Mestiça (UJM), Ilze Alves, realizou um feito digno de sua função e que mereceu até outdoor. Ela simplesmente acertou 100% das questões do vestibular do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) de 2011 e obteve nota máxima na prova de redação. O fato é inédito no Amazonas. Ilze Alves foi aprovada para o curso de Licenciatura em Química no IFAM, para o curso de Engenharia Química na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e para o curso de Medicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).  Que a juventude siga o seu exemplo. Para ver o resultado do vestibular clique aqui.

Brasil quer facilitar vistos para profissionais estrangeiros

January 15th, 2012
RIO e MADRI – Em vez de fila de espera, tapete vermelho. Se depender da equipe formada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) para elaborar uma política nacional de imigração, é assim que o governo pretende tratar o profissional estrangeiro altamente qualificado que demonstrar interesse em trabalhar no Brasil. Por outro lado, a fila do visto será mantida para o imigrante sem qualificação, como boa parte dos haitianos que chegaram recentemente pela fronteira norte do país (Acre e Amazonas).
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/brasil-quer-facilitar-vistos-para-profissionais-estrangeiros-3671799#ixzz1jXtfia00
© 1996 – 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Coordenador do projeto, o economista Ricardo Paes de Barros disse que, se o governo for cuidadoso, poderá abrir um novo ciclo de imigração europeia para o Brasil. Para isso, terá de remover as dificuldades que emperram o processo de concessão de vistos. Embora alterado por atos administrativos ao longo dos anos, é ainda o Estatuto dos Estrangeiros, uma lei de 1980, quando o país ainda vivia sob o regime militar, que define as regras de autorização de trabalho.
— Como o Brasil é agora uma ilha de prosperidade no mundo, há muita gente de boa qualidade que quer vir. Mas a fila do visto é a mesma para todos. Não estamos olhando clinicamente para ver quem vai trazer tecnologia — disse Ricardo.
De janeiro a setembro do ano passado, o Ministério do Trabalho concedeu 51.353 autorizações de trabalho a estrangeiros, um aumento de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para obter o visto, o interessado, entre outras exigências, é obrigado a comprovar sua qualificação com documentos autenticados pela rede de consulados brasileiros. Para especialistas, as regras são rigorosas e subjetivas demais.
— Se quisesse trazer o Pablo Picasso, que tipo de documento eu teria de apresentar para provar que ele é pintor? — ironizou o advogado Giovani Lara dvos Santos, sócio de um escritório especializado na regularização de estrangeiros.
O espanhol Javier García-Ramos, de 41, reforçará em breve as estatísticas sobre o crescimento de imigrantes. Dentro de duas semanas, se o visto sair, ele decolará de Madri para tentar uma vida nova em São Paulo. Por causa dos últimos quatro anos de crise econômica, o número de espanhóis no Brasil cresceu, pelo menos, 45%. É um perfil de profissional que escapa entre os dedos da castigada Espanha e que parece interessar às empresas brasileiras, que os recebem com bons salários e participam, junto com o futuro empregado, do laborioso trâmite de solicitação de visto.
— A burocracia é mais complicada do que eu imaginava. O consulado brasileiro não serviu muito —- queixou-se García-Ramos.
O espanhol resolveu contratar uma empresa brasileira de consultoria jurídica em imigração, indicada pela Câmara de Comércio Brasil-Espanha, para agilizar o processo:
— Não atrasarei minha viagem por causa do visto. Enquanto isso, vou aprendendo português e conhecendo melhor o país.
SAE quer propor processo seletivo
A primeira versão do projeto da SAE, elaborada por uma equipe formada por economistas, juristas, demógrafos e sociólogos, deverá sair em dois meses. Os responsáveis admitem que o objetivo é propor o que Paes de Barros chama de processo de imigração seletiva, que priorize a “drenagem de cérebros”, mas estabeleça limites para os estrangeiros que chegam fugindo da pobreza de seus países.
— É preciso definir até onde irá a nossa generosidade. Como vamos contribuir para aliviar a pobreza do mundo e absorver essas pessoas. Solidariedade tem de ter limite e caber dentro do que o Brasil pode ajudar — disse Ricardo.
A inspiração para o projeto, explicou o economista, é a política de imigração praticada pelo Canadá e pela Austrália, países que mantêm as portas abertas para os profissionais estrangeiros:
— Na década de 30, São Paulo recebeu muitos imigrantes europeus. E eles chegaram com a capacidade de fazer coisas, como operar as máquinas a vapor.
Para o ministro-chefe da SAE, Moreira Franco, conceder vistos é também transferir tecnologia.
— Não se transfere comprando produtos lá fora. É preciso drenar os cérebros. Tecnologia está na cabeça das pessoas — observou, de olho na massa de desempregados produzida pela crise na Europa.
Executiva de uma agência de viagens, Maria Sanches está entre os 87 mil espanhóis registrados como residentes no Brasil. Ela chegou em São Paulo em 2008 e vai renovar pela quarta vez o visto de trabalho:
— A impressão que tenho é que a Espanha está se desintegrando.
Em vez de enfrentar a burocracia dos vistos, a empresa de engenharia Technip optou por montar uma filial em Lisboa. Aberta no ano passado, ela já trabalha com 45 profissionais portugueses empregados no desenvolvimento de projetos ligados às áreas de óleo e gás no Brasil, sem perder o conteúdo nacional.
Diretor de RH da Technip, Nelson Prochet disse que a empresa enfrenta dificuldade para contratar engenheiros brasileiros porque o mercado está aquecido e falta gente.
O governo passado também tentou criar uma política nacional de imigração. O secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, disse que o Ministério da Justiça chegou a encaminhar o projeto à Casa Civil, mas o presidente Lula não o assinou.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/brasil-quer-facilitar-vistos-para-profissionais-estrangeiros-3671799#ixzz1jXu49510
© 1996 – 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
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Coordenador do projeto, o economista Ricardo Paes de Barros disse que, se o governo for cuidadoso, poderá abrir um novo ciclo de imigração europeia para o Brasil.
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Rio de Janeiro – Em vez de fila de espera, tapete vermelho. Se depender da equipe formada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) para elaborar uma política nacional de imigração, é assim que o governo pretende tratar o profissional estrangeiro altamente qualificado que demonstrar interesse em trabalhar no Brasil. Por outro lado, a fila do visto será mantida para o imigrante sem qualificação, como boa parte dos haitianos que chegaram recentemente pela fronteira norte do país (Acre e Amazonas). (more…)

Brazilian city states Mestizo Day holiday

January 15th, 2012

The Brazilian municipality of Autazes, located about 100 km east of the city of Manaus, in the northern state of Amazonas, established an holiday for Mestizo Day, which is celebrated annually on June 27. The Mestizo Day (Mixed Race Day) is official date in the states of Amazonas, Roraima and Paraiba and the cities of Manaus and Boa Vista; the holiday in Autazes is the first in the country. The bill, prepared by the representatives João J. da Silva de Oliveira and Heverton Marcelo A. dos Santos  was approved unanimously by the City Council and sanctioned without vetoes by Mayor Raimundo Wanderlan Penalber Sampaio. The  holiday was a demand of the Mestizo community in the city, organized in the local branch of the Mestizo Nation Movement. The Mestizo people of the Autazes are suffering under the threat of ethnic cleansing due to the possibility of the creation and expansion of Indigenous lands in the municipality by FUNAI – National Indian Foundation.

Mestizos originarios y mestizos contemporáneos – Gonzalo Mendieta Romero

January 15th, 2012
Me afilaré para el “debate científico sobre la palabra mestizo” que anunció una autoridad. Tengo curiosidad mórbida de qué ciencia —con prestigio modernizante— acreditará el paso del mestizaje al baúl de los anacronismos.
Fue mi amigo Xavier Albó quien eludió el cientificismo y acudió a los “talleres y normas internacionales”, una “Declaración de NNUU”, y a las “recomendaciones de organismos internacionales” para adiestrarnos en las categorías que el mundo nos asigna, como periferie obediente que somos. Todo esto para que algún gurú mundial —antes de economía, hoy de antropología— nos dé palmaditas, indulgente, y nos anime a seguir la senda del bien que —cosa rara— suele coincidir con sus tesis.
Para enmienda de nuestra ignorancia andina, Albó dice que talleres internacionales han posibilitado estos “avances”: “cada vez se usan menos los viejos términos genéricos y de raíces raciales (blanco, mestizo, indígena)”. Falta conocer al valeroso que, acorde con los “avances”, se hubiera animado a desterrar el término “indígena” de la Constitución.
Voy ávido de oír razones pero se me hace difícil tolerar que se decrete que las cosas deben ser así porque los que sí saben (nosotros no, sólo pajareamos) lo mandan. Así, estaremos como con el darwinismo social: “el mundo” prescribía lo contrario, que los indígenas debían asimilarse o extinguirse. Y nosotros, dóciles, como hoy.
Fíjense que me escocían los alegatos del mestizaje que veo más teñidos de miedo que de reflexión. Leo entre líneas que si el país es de mayoría indígena, los que no lo somos perderemos lugar en la Tierra. Bastarían para tranquilizarse las licencias que el Gobierno “indígena” ha extendido para reclutar personajes de corbata y barba afeitada al ras, como en Roma. Si ése no es pragmatismo con la mezcla, díganme cuál es.
Sospecho de los argumentos de que todos somos mestizos porque en Iberia ya hubo mezcla, y entre las tribus de Israel. Son de una evidencia incontrastable pero entonces mestizo es sinónimo de humano; y si bien tenemos las bondades del universalismo, revive la pregunta: ¿hay clases distintas de mestizos? Porque aquí —urge reconocerlo— los discriminados eran “mestizos” morenitos. Se llamaban “indios” en la jerga del racismo local. Al haber sido discriminados, no es raro que ahora su cualidad “india” sea vía de igualación. Es forzado poner en la misma foto, arguyendo que no hay diferencias, a los “mestizos” de Pacajes y a los que festejan año nuevo en el “Country” o en el “Tenis”.
Lo indígena también revela la aspiración por símbolos y rentas que el Estado suministra. Una nueva clase media porta la bandera indígena, con mixturas y creciente urbanización, produciendo profesionales que desean un lugar, y que preferirían que el retrato de familia los acoja con sus orgullos y prejuicios, como lo hizo con los de los mestizos blanqueados.
Verdad que los temas étnicos deben ser tocados con pinzas, pero sin paranoias. La retórica exagera. Vean sino al Mandatario indígena que no habla la lengua, ama el fútbol, sermonea en español y en su juventud era trompetista (no quenista). Por algo Felipe Quispe no lucró de su franqueza. La reserva moral de la humanidad no está en Achacachi, como tampoco estaba entre las clases altas de la plurinación.
No veo por qué no puedan convivir las identidades indígena y mestiza, si así queremos llamarlas (porque sea verdad o porque sea necesario), pese a los “talleres internacionales”. No Tamayo ni Reinaga, sino pensadores “criollos”, como Prudencio y Francovich, ya predecían sin disgusto el advenimiento de la Bolivia indígena. Si las clases “tradicionales” siguen empeñadas en remedar la historia ajena, será además inevitable. No será por un censo sesgado que el lugar de los mestizos clareados se achique.
No hay necesidad de mentirnos en exceso, para uno u otro lado. Un buen inicio sería descolonizar a nuestros intelectuales, para que no repitan inertes lo que las “normas internacionales” disponen. Necesitamos descolonizarnos, ¿cómo que no?
El autor es abogado

Me afilaré para el “debate científico sobre la palabra mestizo” que anunció una autoridad. Tengo curiosidad mórbida de qué ciencia —con prestigio modernizante— acreditará el paso del mestizaje al baúl de los anacronismos.

Fue mi amigo Xavier Albó quien eludió el cientificismo y acudió a los “talleres y normas internacionales”, una “Declaración de NNUU”, y a las “recomendaciones de organismos internacionales” para adiestrarnos en las categorías que el mundo nos asigna, como periferie obediente que somos. Todo esto para que algún gurú mundial —antes de economía, hoy de antropología— nos dé palmaditas, indulgente, y nos anime a seguir la senda del bien que —cosa rara— suele coincidir con sus tesis. (more…)

Autazes – Ciudad brasileña establece fiesta del Día del Mestizo

January 14th, 2012

El municipio brasileño de Autazes, situado a unos 100 km al este de la ciudad de Manaus, en el estado norteño de Amazonas, estableció la fiesta del Día del Mestizo, que se celebrará anualmente el 27 de junio. El Día del Mestizo ya es fecha oficial en los estados de Amazonas, Roraima y Paraiba y en las ciudades de Manaus y Boa Vista; la fiesta en Autazes es la primera en el país. El proyecto de ley, elaborado por los consejeros João Jerffeson da Silva de Oliveira y Heverton Marcelo Araújo dos Santos, fue aprobada por unanimidad por el Concejo Municipal de Autazes y sancionado sin vetos por el alcalde Raimundo Wanderlan Penalber Sampaio. La fiesta fue una demanda de la comunidad mestiza en la ciudad, organizada en el Centro Mestizo de Autazes del Movimiento Mestizo Brasileño – Nación Mestiza. Los mestizos de Autazes están sufriendo bajo la amenaza de limpieza étnica debido a la posibilidad de la creación y expansión de tierras indígenas en el municipio por la FUNAI – Fundación Nacional del Indio.

Hablar del Mestizaje, Hoy – Juan Marcelo Columba Fernández

January 14th, 2012
El inicio del 2012 trae consigo un trascendental debate en torno a la exclusión, en la boleta censal, de la palabra “Mestizo/a”, término que designa una macro-identidad colectiva asumida por amplios sectores de la población boliviana. Los recientes y variados aportes a la reflexión sobre el mestizaje en el país constituyen un hecho altamente positivo, pues ponen en evidencia la vigencia e importancia de la temática en cuestión.
Una primera precisión sobre el mestizaje apunta a su tratamiento como un “fenómeno cultural dinámico”, caracterizado por la existencia de espacios de encuentro e interacción generadores de nuevas realidades culturales híbridas. Lamentablemente, este hecho ha venido siendo negado y ocultado por una suerte de fundamentalismo étnico plurinacional, desperdigado en los diferentes niveles de la administración pública boliviana.
El mestizaje tiene manifestaciones culturales bien consolidadas en la literatura, las costumbres y la historia de Bolivia. Al respecto, Keith John Richards, académico inglés cuya tesis doctoral fue publicada bajo el título de “Lo imaginario mestizo”, brinda pautas importantes para comprender el mestizaje en el país, a través del análisis de la novela “Manchay Puytu” de Néstor Taboada Terán. El estudio de Richards destaca el principio dialéctico que subyace al mestizaje, sintetizando nuevas entidades culturales a partir de otras, en un inicio diferentes. Este hecho permite plantear, al menos, tres consideraciones que cuestionan los esencialismos étnicos tanto indio como europeo: primeramente, el carácter mestizo del personaje central, un sacerdote de origen quechua que traiciona la causa india al profesar el credo cristiano pero incurre en herejía por su visión indígena sobre la muerte, en segundo lugar, la combinación de la tradición oral indígena y la tradición escrita europea que originan y particularizan el relato boliviano y, finalmente, la concepción de la ciudad de Potosí como un “lugar de encuentro” surgido durante la colonia; un espacio cosmopolita con la capacidad de fusionar y redefinir identidades que cohabitan un mismo lugar, cosa muy similar a la que acontece, actualmente, en las populosas urbes bolivianas que conforman amplios espacios de interacción cultural entre sus habitantes.
A pesar de existir ostensibles expresiones culturales del mestizaje,  también persisten visiones sesgadas que se empeñan en negar esta contundente realidad. En un reciente artículo, un conocido sacerdote de origen catalán argumentaba que el término “mestizo” en la boleta censal boliviana, remite a un uso racial y anticuado. Esta concepción del término, oculta o ignora la acepción contemporánea que lo define como “proveniente de la mezcla de culturas distintas”, definición no registrada sino hasta la edición de 1992 del Diccionario de la Academia ¿Se pretende, así, construir una representación de la identidad mestiza ligada a la idea de raza y alejada de su concepción cultural? El argumento esgrimido, además de evidenciar su falta de actualización, cae por su propio peso al constatar la gran diversidad de espléndidos mestizajes que caracterizan, en nuestros días, a la sociedad boliviana.
Hablar del mestizaje y reivindicar el término “mestizo”, significa repensar esta identidad cultural dinámica presente a lo largo de todo el territorio nacional, asimismo, constituye un acto militante y comprometido con el derecho a la elección de una identidad colectiva, rechazando los artificiales esencialismos que, desde el poder autoritario y la “intelligentzia” plurinacional, intentan invisibilizar, dividir e incluso “indigenizar” a importantes segmentos de la sociedad boliviana.
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El término “mestizo” y las categorías étnicas del censo nacional boliviano
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El inicio del 2012 trae consigo un trascendental debate en torno a la exclusión, en la boleta censal, de la palabra “Mestizo/a”, término que designa una macro-identidad colectiva asumida por amplios sectores de la población boliviana. Los recientes y variados aportes a la reflexión sobre el mestizaje en el país constituyen un hecho altamente positivo, pues ponen en evidencia la vigencia e importancia de la temática en cuestión. (more…)

Autazes estabelece feriado pelo Dia do Mestiço

January 14th, 2012
O município de Autazes, localizado a cerca de 100 Km a leste de Manaus, no Estado do Amazonas, instituiu através de lei (abaixo) feriado pelo Dia do Mestiço, a ser comemorado anualmente em 27 de junho. O Dia do Mestiço já é data oficial nos Estados do Amazonas, Roraima e Paraíba e nas cidades de Manaus e Boa Vista; o feriado em Autazes é o primeiro no país. O projeto de lei, de autoria dos vereadores João Jerffeson da Silva de Oliveira e Heverton Marcelo Araújo dos Santos, foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Autazes e sancionado sem vetos pelo prefeito Raimundo Wanderlan Penalber Sampaio. O feriado foi uma demanda da comunidade mestiça do município, organizada no Núcleo Mestiço de Autazes do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro – Nação Mestiça.
A aprovação desta lei é um importante avanço na defesa da comunidade mestiça contra discriminações e racismo e no sentido do respeito à sua identidade e direitos. No dia 29 de janeiro de 2012, às 11:00 horas da manhã, na Comunidade Novo Céu, no Seringal, em Autazes, o Movimento Nação Mestiça e seu Núcleo de Autazes estarão realizando reunião para debater sobre a ação da FUNAI visando criar terras indígenas em Autazes e municípios vizinhos (Careiro, Careiro da Várzea, Borba e Manaquiri), sobre medidas contra limpeza étnica da população mestiça e em defesa dos seus direitos originários nativos, territoriais e culturais, de suas fontes de sustento material, o impacto social e econômico sobre os municípios que venham a ser atingidos, e outros assuntos relativos.
Informações:
Sra. Helderli Castro (Presidente)
(92)9609-0097
nacaomestica@nacaomestica.org
LEI MUNICIPAL Nº 098/2011, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2011
“Institui, no âmbito do Município, o ‘Dia do Mestiço’, reconhecendo como grupo étnico-racial e cultural, na forma que especifica e dá outras providências”.
O PREFEITO MUNICIPAL DE AUTAZES, Senhor RAIMUNDO WANDERLAN PENALBER SAMAPAIO, no uso das atribuições legalmente constituídas, FAZ SABER a todos que a Câmara Municipal de Autazes, aprovou e eu sanciono a seguinte:
LEI:
Art. 1º – FICA INSTITUÍDO, no âmbito do Município, o feriado do Dia do Mestiço, a ser comemorado anualmente no dia 27 de junho.
Art. 2º – O Município reconhece:
I – os Mestiços e os caboclos como um grupo étnico-racial e cultural e sujeito típico do direito amazônico;
II – o território do Município como de identidade mestiça e cabocla;
III – os direitos originários dos mestiços e caboclos consequentes de suas ancestralidades nativas.
§ 1º – Fica assegurada a representação do movimento mestiço junto a órgãos públicos, conselhos, conferências, fóruns e outras instâncias de discussão de políticas públicas em proporção razoável e equilibrada em relação aos demais grupos étnico-raciais e culturais participantes.
§ 2º – A representação mestiça, também, terá assento assegurado em quaisquer fóruns e acesso às políticas públicas voltadas para as populações ribeirinhas do Município de Autazes.
Art. 3º – Nos termos desta Lei, o Dia do Mestiço será incluído no calendário oficial de eventos do Município de Autazes.
§ 1º – No que concerne à comemoração referida no caput deste artigo, o Poder Executivo realizará eventos anuais, no dia 27 de junho, que tenham como finalidade maior homenagear a cultura e identidade mestiça e cabocla.
§ 2º – Os eventos comemorativos de que trata a presente Lei ficam sob a responsabilidade dos seguintes órgãos: da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Lazer (SEMEC), da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (SEMATUR), que poderão firmar convênios com organizações não-governamentais e parcerias com organizações civis de interesse público, que lidem com a promoção e defesa da cultura e da identidade mestiça e cabocla.
Art. 4º – Fica incluída, na rede pública municipal de ensino, entre os temas transversais, a caboclitude.
Art. 5º – O Poder Executivo instituirá uma secretaria responsável por planejar e gerir políticas públicas voltadas à população mestiça.
Art. 6º – Ficam eleitos, como patronos cívicos dos Mestiços, os antropólogos Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro, defensores do mestiço como identidade étnica nacional brasileira.
Art. 7º – Revogadas as disposições em contrário, esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE AUTAZES, em 29 de dezembro de 2011.
RAIMUNDO WANDERLAN PENALBER SAMPAIO
Prefeito Municipal

O município de Autazes, localizado a cerca de 100 Km a leste de Manaus, no Estado do Amazonas, instituiu através de lei (abaixo) feriado pelo Dia do Mestiço, a ser comemorado anualmente em 27 de junho. O Dia do Mestiço já é data oficial nos Estados do Amazonas, Roraima e Paraíba e nas cidades de Manaus e Boa Vista; o feriado em Autazes é o primeiro no país. O projeto de lei, de autoria dos vereadores João Jerffeson da Silva de Oliveira e Heverton Marcelo Araújo dos Santos, foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Autazes e sancionado sem vetos pelo prefeito Raimundo Wanderlan Penalber Sampaio. O feriado foi uma demanda da comunidade mestiça do município, organizada no Núcleo Mestiço de Autazes do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro – Nação Mestiça. Os mestiços de Autazes estão sob a ameaça de sofrerem limpeza étnica devido a possibilidade de criação e ampliação de terras indígenas no município pela FUNAI.  (more…)

O Nativo da Amazônia mostra um universo desconhecido

January 13th, 2012

Os vídeos e os textos postados assinados por seus autores e os noticiosos e de outros sites lincados são de inteira responsabilidade dos mesmos não representando no todo ou em parte posicionamentos do Nação Mestiça.

ONGs & Índios

January 11th, 2012

Os vídeos e os textos postados assinados por seus autores e os noticiosos e de outros sites lincados são de inteira responsabilidade dos mesmos não representando no todo ou em parte posicionamentos do Nação Mestiça.

La rebelión de los mestizos – Gonzalo Chávez

January 9th, 2012
La prensa ha informado que para el Censo del 2012 no incluirían la categoría de mestizos. En la boleta censal se listarían varias étnicas reconocidas por la Constitución Política del Estado y otras nuevas, pero nada de los mezclados, los mestizos, los cholos, los híbridos y/o aquellos que tuvieron algún origen en la colonia o en otras latitudes de este inmenso planeta. A estos grupos se les pretende aplicar la ley del silencio estadístico. Simplemente, no existirán. Espero que esta insensatez no pase de una broma.
Dando el beneficio de la duda, es probable que los técnicos del Instituto Nacional de Estadísticas (INE) tengan alguna dificultad práctica de crear una categoría que englobe a los mestizos. Para ayudarlos propuse, en mi blog y a través del Facebook, que se cree, en la boleta del Censo, una casilla vacía donde las personas puedan autodefinirse en términos étnicos o en aquellas características que ellos consideren conveniente. Decenas de amables amigas(os) respondieron al pedido. A continuación transcribo las varias alternativas propuestas, no sin antes agradecer a cada uno de ellos por la creatividad y el humor. Las autoidentificaciones mezclan de todo, cualidades, atributos físicos o espirituales, características regionales, colores de piel, preferencias alimenticias, malicias de pueblos, y uno que otro prejuicio. Bueno, estimado lector, asegúrense los cinturones que se viene un torbellino de opciones de la Bolivia multipluritutifruti.
Comencemos por las damas, ellas se identifican como morenas atrevidas de fin de semana. Otras se ven como birlochas macanudas de taco alto y medias textilón que son mejor que condón. También aparecen las criollitas manteca, que supongo dieron origen a la expresión popular “¡No te calientes Manteca¡. Este bistec no es para ti”. O rubia caima, o rubia raíces negras que, coquetas, lucen su peinado Max Factor.
Una otra ciberciudadana orgullosa se autocalificó como una chola barroca de gruesas y ornamentadas columnas. Del sur de Bolivia, alguien levantó la voz y dijo que quiere ser identificada como chura mina sin inversiones de exploración, o la china alzada, alzada no sé de dónde y china no sé por qué. Desde los valles de Cochabamba se identificaron como las miskibesos, una etnia casi en extinción. Un grupo grande se autodefinió como de la etnia de los “pecha pecha”, es decir, los pechohuminta, los pecho sufridores, los pechito de bronce, los “en mi pecho anida el amor”, los pura pechuga, los pecho lampiños, o simplemente, los pechones que nunca quedan para atrás.
En el género masculino cabe resaltar aquellos, que a pesar de los tiempos de cambio, siguen insistiendo en ser culitos blancos, yankillockallas, laris de Viena, medialuna boys, arrimado a la raza blanca, kara bronceado, cachamozo los votazulencalacoto, blanquito acomplejadito que trabaja en una ONG, ayudante de originario, los penúltimos jacobinos light, el grupo de los silenciodeloscorderos. Otros claman a los cuatro vientos: “Ni ario, ni originario….extraordinario”.
Algunos quieren ser conocidos por sus intenciones, buenas y malas, dependiendo de las perspectiva con que se los analice, como los diferentes tipos de negros, a saber: bandidos, cumplidores, desteñidos, bandoleros, q’asa ventana, azulados o masistas. Negro agringado, conocido también como Blackberry. O aquellos que mezclan región con actitud como los chuta cholleros, el pepino carnavalero, (toda una raza), funcionario público masista, en suma todos los wistulife, o de vida torcida. Así mismo existen los indecisos como: los Poncho rojo 100%; los Poncho rojo 2/3 – 1/3 Calvin Klein y los Intercultural 100% Wrangler o Levis. Entre los más sui generis están el paisano pelo y panza (porque no es ni bello ni pendejo) y el rockjallo, el rockero llockajlla.
Otra etnia criolla son los “quenchas”, que nacieron estrellados, conocidos también como palo de gallinero. También están aquellos de origen probablemente brasileño como el cholo apretao, el camba letrao y el chapaco alzao, ¡Hoh haya corazao¡ Finalmente están aquellos que se declararon huérfanos de etnia, a los cuales habría que adoptarlos. Y los sin humor ni etnia que, enojados escribieron que solo eran bolivianos y punto.
Bueno esperemos que el INE incluya a los mestizos que se autodefine de decenas de maneras, no vaya ser que esta omisión estadística cause una verdadera revolución de los mezcladitos, y cholos espesos del buen vivir y del mejor proceder que, provocados ahora, soltaron su voz en las redes sociales del ciber espacio, pero que también podrían revelarse en otros espacios.
Para terminar quisiera citar a un gran antropólogo brasileño, Darcy Ribeiro, que a propósito del mestizaje del vecino país decía: “Nosotros, los brasileños somos un pueblo en ser, impedido de ser lo. Un pueblo mestizo en la carne y el espíritu, ya que aquí (Brasil) la mezcla no fue ni un crimen ni un pecado. En la mezcla fuimos hechos y aún continuamos haciéndonos. Esta masa de nativos, oriundos del mestizaje, vivió por siglos sin la conciencia de sí mismo, hundida en la “ninguendade” o “nadiedad”. Por lo tanto, así fue hasta que se definió como una nueva identidad étnica y nacional, conocida ahora como: los brasileños”.
El Día – Santa Cruz
La prensa ha informado que para el Censo del 2012 no incluirían la categoría de mestizos. En la boleta censal se listarían varias étnicas reconocidas por la Constitución Política del Estado y otras nuevas, pero nada de los mezclados, los mestizos, los cholos, los híbridos y/o aquellos que tuvieron algún origen en la colonia o en otras latitudes de este inmenso planeta. A estos grupos se les pretende aplicar la ley del silencio estadístico. Simplemente, no existirán. Espero que esta insensatez no pase de una broma. (more…)

Partido que lutou contra apartheid tenta virar multirracial

January 9th, 2012
O partido Congresso Nacional Africano (CNA), um grupo multirracial que lutou contra o apartheid na África do Sul, regime que reservava o poder e a riqueza à minoria branca, atrai cada vez mais eleitores, em sua grande maioria negros.
“O CNA é uma organização inter-racial!”, exclama sua coordenadora nacional, Baleka Mbete, lembrando que o novo slogan do partido é “A unidade na diversidade”. O partido que domina o cenário político sul-africano desde 1994 conta ainda com algumas figuras brancas (especialmente comunistas), mestiças ou indianas, que se uniram na luta pela igualdade de todos os habitantes do país, mas a direção da formação é negra, como pôde ser comprovado na fotografia das pessoas que compareceram à missa de seu centenário, realizada neste domingo em Bloemfontein.
E as novas gerações do CNA são quase exclusivamente negras.”O CNA está unido à multirracialidade, não há dúvidas disso”, assegura o cientista político Ebrahim Fakir. “Mas é ideal e custa a se materializar”, acrescenta.
Embora o CNA siga dominando a política sul-africana com mais de 60% dos votos, o mapa eleitoral das últimas eleições reproduz fielmente a composição da população, que segue muito dividida geograficamente. O CNA domina nos municípios onde a maioria da população é negra, enquanto os outros bairros estão controlados pela oposição.
Nas últimas eleições locais, realizadas em maio, as fotos de campanha do CNA eram de representantes negros, ignorando 20% da população do país. “O CNA ainda se beneficia de um apoio afetivo e eleitoral dos não africanos (os que não são negros), mas isso cai”, especialmente entre as classes de origem mestiça e indiana, constata Fakir.
A que se deve esta deserção? Fakir cita os casos de corrupção, a falta de carisma da elite do CNA, o enriquecimento exibido pelas novas classes altas negras e a “Emancipação Econômica dos Negros”, a política que lhes dá prioridade no emprego.
Sem falar, por outro lado, das desconfortáveis declarações de líderes, como o presidente da Liga Árabe do CNA, Julius Malema, que, não satisfeito em criticar regularmente os brancos, que conservaram boa parte do poder econômico, insultou os indianos, ou o porta-voz do governo Jimmy Manyi, que assegurou que existiam muitos mestiços na região da Cidade do Cabo.
Outras tantas razões levaram um grande número de brancos liberais, que se opuseram ao apartheid, a se afastarem do partido. “Todos podem se unir ao CNA e respeitamos sua cultura”, assegura o porta-voz do partido, Jackson Mthembu. Comemoram o fato de o partido contar com uma grande quantidade de militantes brancos.
No entanto, o ex-deputado Andrew Feinstein constatou que vários de seus companheiros brancos se distanciaram, assim como ele, do partido, desanimados pela corrupção ou por falta de transparência no funcionamento da organização.
“Muitos brancos que abandonaram o CNA não se sentem bem. Não se reconhecem na DA (Aliança Democrática, principal grupo da oposição). Ficaram sem um lar político”, afirmou.
Feinstein também afirma que os dois partidos utilizam a questão racial, acusando-se mutuamente de racismo.
O cientista político Ebrahim Fakir afirma que, se o CNA promover oficialmente uma sociedade multicultural, deve se esforçar para dar mais protagonismo a “representantes de outras raças além da negra em sua direção”.
O partido Congresso Nacional Africano (CNA), um grupo multirracial que lutou contra o apartheid na África do Sul, regime que reservava o poder e a riqueza à minoria branca, atrai cada vez mais eleitores, em sua grande maioria negros.
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“O CNA é uma organização inter-racial!”, exclama sua coordenadora nacional, Baleka Mbete, lembrando que o novo slogan do partido é “A unidade na diversidade”. O partido que domina o cenário político sul-africano desde 1994 conta ainda com algumas figuras brancas (especialmente comunistas), mestiças ou indianas, que se uniram na luta pela igualdade de todos os habitantes do país, mas a direção da formação é negra, como pôde ser comprovado na fotografia das pessoas que compareceram à missa de seu centenário, realizada neste domingo em Bloemfontein. (more…)

El arrollador e inocultable mestizaje – Guido Pizarroso Durán

January 6th, 2012
El censo nacional es uno de los instrumentos más valiosos para la obtención de información básica de la población no solamente para establecer el número de habitantes, si no para conocer datos específicos sobre condiciones de trabajo, vivienda, dotación de servicios básicos, nivel de escolaridad, acceso a prestaciones de salud y otros datos que nutren las estadísticas y permiten definir políticas públicas en diversas áreas. Asimismo, el censo permitirá una mayor aproximación sobre el sentimiento de pertenencia cultural, que ha entrado en una polémica estéril al pretender ignorar nuevamente a la indudable mayoría nacional surgida del sincretismo y la mezcla de orígenes de la gente que hoy habita en Bolivia, cuya diversa procedencia se ha traducido en el reconocimiento constitucional como un país plurinacional.
Se trata de una condición sociológica que necesariamente debe tomar en cuenta nuestra matriz indígena basada en varias decenas de etnias originarias y las mezclas entre sí, y las mezclas con el contingente que llegó de Europa, especialmente español, que ha dado lugar a un amplio mestizaje. Aunque también se renueva la gente de tez blanca por la constante migración, es indudable que la absoluta mayoría de los bolivianos se refleja en las calles, plazas y carreteras, en el campo y las ciudades no solo por las características somáticas superficiales, sino por su idiosincrasia, por ello es que muchos, para no ser identificados en esa abrumadora mayoría mestiza, se disfrazan con atuendos originarios, que no los utilizaron nunca antes. Los hay también algunos que ostentan su vestimenta indígena con orgullo y las que conservan una de las principales creaciones del mestizaje como es la pollera, y que es el mejor símbolo del mestizaje. La pollera es entre los vestidos típicos del mundo uno de los más brillantes y selectos. La pollera tiene sus orígenes en España, fue el vestido de la clase media. En Latinoamérica adoptó varias características, pero la más vistosa y con rasgos propios es la pollera de la chola boliviana, que se complementa con la manta, adaptación del mantón de Manila. El sombrero borzalino, tiene su origen en Italia. Los presteríos, que a diario, se realizan bajo la mística de un santo patrón católico, son la expresión cotidiana del mestizaje, amén de la música folklórica, que recogió los sones europeos, especialmente españoles e italianos, y les dotó de un sentimiento autóctono, dando lugar a un riquísimo acervo. Es el sincretismo que se manifiesta por los poros de toda la comunidad nacional mestiza.
Lamentablemente, en el formulario elaborado por el INE, para el censo de población, no aparece la opción “mestiza o mestizo”. Solamente se pedirá que las personas se identifiquen con uno de 55 pueblos indígenas. Ojala que se cambie de idea y se reconozca el mestizaje, que por su abrumadora evidencia es inocultable.
Es necesario comprender que Bolivia, como gran parte de Latinoamérica, se manifiesta desde su propio componente social, que se constituye, en su primera y última instancia, por su gente, sus costumbres y su cultura, que hacen su idiosincrasia basada en el sincretismo.
Los latinoamericanos, estamos atravesados por dos historias, la primera es la de aquellos que vivieron desde los tiempos más lejanos, o que llegaron primero, ya que el ser humano no es originario de América. La segunda es la de la gente que llegó del viejo mundo en afán de conquista a partir de 1492.
Debemos comprender que somos todo lo que hay en nuestro vasto continente, y tiene que ver con todo lo que nos aconteció históricamente, reconociendo los prejuicios, y aceptando lo bueno y lo malo. Por encima de todo es necesario comprender que somos humanos, y que en nuestra sangre hay genes aimaras, quechuas, españoles, europeos, tupi guaraníes y de otras 50 etnias, algunas ya desaparecidas.
Solamente entendiendo esta realidad es que se asimilará en su dimensión real el concepto de mestizaje que nos hermana, nos iguala en todas las condiciones y nos da un sentimiento profundo de pertenencia. No hay razas puras. Todos provenimos probablemente de varios principios que en el origen se mezclaron para sobrevivir. Los españoles fueron colonizados por los moros antes de llegar a América, las mezclas siempre le han dado un sentido a las sociedades. El factor común entre todas las culturas es que siempre, por la misma condición humana, existe alguna clase de mestizaje cultural y étnico.
El censo nacional es uno de los instrumentos más valiosos para la obtención de información básica de la población no solamente para establecer el número de habitantes, si no para conocer datos específicos sobre condiciones de trabajo, vivienda, dotación de servicios básicos, nivel de escolaridad, acceso a prestaciones de salud y otros datos que nutren las estadísticas y permiten definir políticas públicas en diversas áreas. (more…)