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Maimônides |
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Sobre os turcos e negros |
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Eu iniciarei o assunto deste capítulo com uma ilustração. Um rei em seu palácio, e todos os seus súditos estão parte no país e parte nas vizinhanças. Quanto aos primeiros, alguns têm suas costas voltadas para o palácio do rei, e suas faces para outra direção; e alguns estão desejosos e zelosos em ir ao palácio, buscando "perguntar em seu templo", e servir diante dele, mas ainda sequer viram a face da parede do prédio. Daqueles que desejam ir ao palácio, alguns o alcançam, e o circundam em busca do portão de entrada; outros passaram pelo portão, e caminham pela antecâmara; e outros conseguiram entrar na parte mais interna do palácio, e estão na mesma sala com o rei no palácio real. Mas mesmo os últimos ao entrarem no palácio imediatamente vêem o rei, ou falam com ele; pois, após se ter entrado na parte mais interna do palácio, outro esforço é necessário antes que eles possam estar diante do rei - à distância ou perto -, escutar suas palavras, ou falar com ele. Eu agora vou explanar a comparação que eu fiz. As pessoas que estão nas vizinhanças são todos aqueles que não têm religião, nem uma baseada na especulação, nem uma recebida por tradição. Tais são os turcos das fronteiras que passeiam pelo norte, os cuxitas [negros] que vivem no sul, e aqueles em nosso país que são como esses. Eu os considero como seres irracionais, e não como seres humanos; eles estão abaixo da espécie humana, mas acima dos macacos, uma vez que eles têm a forma e contorno de homem, e a faculdade mental acima da do macaco.
Moses
Maimonides, The Guide for the Perplexed, book III, chapter 51.
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Biografia de MAIMÔNIDES |
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Texto integral do livro, em inglês: |
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