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Guilherme II |
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Um discurso desastrado |
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A tarefa a que eu vos mando realizar é grandiosa. Vocês devem ter visto que uma séria injustiça se deu. Neste caso os chineses ousaram subverter milenar lei internacional e fizeram zombaria da santidade da diplomacia e do direito de hospitalidade. O caso não tem precedente na história mundial - e isto de um povo orgulhoso de sua antiga cultura! Porém vocês podem ver a partir disso o que uma cultura não baseada no Cristianismo faz. Toda cultura pagã, sem importar quão bela ou imponente, será zerada à primeira catástrofe! (...) Quando forem sobre o inimigo, destruam-no. Não se dará perdão. Não se farão prisioneiros. Quem quer que caia em vossas mãos estará à vossa mercê. Assim como os hunos sob Átila tornaram famoso o nome de sua raça há mil anos, que ainda nos assombra em tradições e lendas, vós imprimireis o nome dos alemães sobre a China por mil anos vindouros, de forma que nenhum chinês jamais ousará levantar novamente o mesmo olhar scheel [vesgo] a um alemão. Vocês enfrentarão uma força superior em número. Porém, como sua história militar demonstra, estamos acostumados a isso (...) Recolham novos louros para suas bandeiras. As bênçãos do Senhor irão convosco e com suas orações. E toda a nação acompanha vocês em todos os seus caminhos. Meus melhores votos aos senhores pelo sucesso de suas armas. (...) E que possam as bênças de Deus ligarem-se à sua bandeira e trazer bênção a esta guerra de modo que o Cristianismo possa sobreviver naquela terra e tais eventos não mais ocorram. Por este fim firma-se vosso juramento. E agora, boa viagem! Adeus, camaradas! Discurso para os soldados alemães, em 27 de julho de 1900. |
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Biografia de GUILHERME II |
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Tradução feita a partir do texto em http://www2.h-net.msu.edu/~german/gtext/kaiserreich/china.html#point3 somada à tradução em nota do livro Parlamentarismo e Governo numa Alemanha Reconstruída. In: Max Weber (Os Pensadores). Trad. Maurício Tragtenber. São Paulo: Abril Cultural, 1980. p.58. Esse discurso, proferido em 27 de julho de 1900 diante das tropas alemãs que estavam sendo enviadas para sufocar a revolta dos Boxers, na China, recebeu o nome de "Huno". Graças a ele os soldados alemães passaram a ser apelidados de hunos pelos países anglo-saxões durante a I Guerra Mundial. |
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racism |
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