Diversos

Ambrósio Fernandes Brandão

(...) Os moradores desta costa do Brasil não são tão antigos na povoação dela como são os negros da oposta costa da Guiné, dos quais sabemos, por escrituras autênticas que, depois de os filhos de Cham, donde descendem, virem a povoar aquelas partes, sempre continuaram até o dia de hoje na mesma habitação e terra, sem haver sucedido acidente nem coisa alguma, que os apartasse dela; antes sempre foram continuando a sua propagação, juntando-se com as mulheres de sua mesma nação, há tantos séculos de anos, o que não aconteceu aos moradores deste Brasil; porque são gentes adventícias a ele muito depois, e por esta razão, e a que já tenho dada, dos ventos frescos que por toda esta costa que cursam da parte do mar, se livram seus moradores de terem também cor preta e cabelo retorcido.

Ambrósio Fernandes Brandão, cristão-novo, autor dos Diálogos das Grandezas do Brasil (1618), Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1968. p. 122, 123.

Aureliano Bastos

(...) Além de afugentar o emigrante europeu, era, em vez de um obreiro do futuro, um instrumento cego, o embaraço, o elemento de regresso das nossas indústrias. O seu papel no teatro da civilização era o mesmo do bárbaro devastador das florestas virgens. (...) Para mim, o emigrante europeu devia e deve ser o alvo de nossas ambições, como o africano o objeto de nossas antipatias.

Aureliano Cândido de Tavares Bastos, deputado por São Paulo (1862) e fundador da Sociedade Internacional de Imigração (1866), defendendo a vinda imigrantes brancos para substituir a mão-de-obra negra, em Cartas do Solitário, 4.ª ed., São Paulo: Nacional, 1975 – 1.ª ed., 1862, p. 90, 91; citado por Ana Celia Maria Marinho de Azevedo, “Onda Negra, Medo Branco; o negro no imaginário das elites – século XIX”, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 64, 65.

Bernardo Guimarães

- Ah! meu Deus! - pensava ela; nem aqui posso achar um pouco de sossego!... em toda parte juraram martirizar-me!... Na sala, os brancos me perseguem e armam mil intrigas e enredos para me atormentarem. Aqui, onde entre minhas parceiras, que parecem me querer bem, esperava ficar mais tranqüila, há uma, que por inveja, ou seja lá pelo que for, me olha de revés e só trata de achincalhar-me. Meu Deus! meu Deus!... já que tive a desgraça de nascer cativa, não era
melhor que tivesse nascido bruta e disforme, como a mais vil das negras, do que ter recebido do céu estes dotes, que só servem para amargurar-me a existência?

Fala da personagem Isaura, mulata-branca do romance A Escrava Isaura, cap. 7.

Calígula

Como aqueles que conduzem manadas de bois, rebanhos de carneiros ou de cabras, não são nem bois, nem carneiros, nem bodes, mas homens de uma natureza infinitamente mais digna e superior à dos animais, assim, do mesmo modo, os que governam a todos os homens, a todas as criaturas do mundo, merecem ser considerados como sendo muito mais que simples homens e devem ser tidos por deuses.

Caio Calígula, Imperador de Roma de 37 a 41 d.C., segundo Filom, o Hebreu. Retirado de Flávio Josefo, História dos Hebreus. Trad. de Vicente Pedroso. Rio de Janeiro: CPAD, 1990. p. 764. 

CORREIO PAULISTANO

O que são os chineses... os escravos com todos os horrores e vícios não foram tão perniciosos como a contratação dos chineses... O negro só sabia ser sensual idiota, sem a menor idéia de religião... Já os chineses são gente lasciva ao último grao, escoria acumullada de países de relachadíssimos costumes... São todos ladrões, jogadores a um grao incompreensível... Admitindo a possibilidade de introduzir estes leprosos de alma e corpo quanto gastará o Estado de São Paulo em cárceres com o aumento de criminalidade.

Jornal Correio Paulistano, de 19.07.1892, citado em O Espetáculo das raças; cientistas, instituições e questão racial no Brasil 1870-1930, de Lilia Moritz Schwarcz, São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 185, 186.

Edmond Picard

O  judeu, - escreveu um grande jurista - misturado às civilizações arianas, utilizando o contrato de auxílio mútuo pelo empréstimo fraternal ou o contrato de venda a prazo, os quais, lealmente praticados são instrumentos de utilidade, eqüidade e paz, os transformou em contratos de pilhagem pela usura, pela expropriação e pela especulação na Bolsa. É que se não serve desses instrumentos de modo moral e mesmo não tem consciência de que possam assim ser usados. Resulta disso uma espécie de parasitismo judaico com uma concepção que desnatura o direito.

Ejia Toyoda  

A razão de os americanos não poderem fazer bons carros é o fato deles serem uma raça de mestiços. 

Ejia Toyoda, presidente da Toyota Motor Corp.
Citado por Los Angeles Times, April 11, 1992. 

From http://www.afrocentricnews.com

Frank Baum

O orgulhoso espírito dos proprietários originais destes vastos prados herdados por meio de séculos de guerras ferozes e sanguinárias por sua posse prolongou-se até à alma de Touro Sentado. Com sua queda a nobreza dos peles vermelhas extingui-se, e o pouco que restou foi uma bando de vira-latas chorões que lambem as mãos daqueles que os abateram. Os brancos, pela lei da conquista, pela justiça da civilização, são os senhores do continente americano, e a maior segurança dos colonos da fronteira será assegurada pela total aniquilação dos poucos índios remanescentes. Por que não a aniquilação?  A gloria deles se evadiu, seu espírito está alquebrado, sua virilidade apagou-se; melhor que eles morram do que vivam a miserável desgraça que são. A História esqueceria estes últimos desprezíveis seres, e falaria, em épocas vindouras, da glória desses grandes reis da floresta e da planície cujo heroísmo Cooper amava. Nós não podemos honestamente lamentar seu extermínio, porém nós podemos pelo menos fazer justiça às principais características que possuíam, de acordo com sua inteligência e educação, os antigos peles vermelhas da América.  

Frank Baum, romancista estadunidense, autor de The Wonderful Wizard of Oz [O Maravilhoso Mágico de Oz]. Escrito em 1888 quando era editor de jornal em Dakota do Norte.

De http://www.afrocentricnews.com

Frederico Burlamaque

Convirá que fique no país uma tão grande população de libertos, de raça absolutamente diversa da que a dominou? Não haverá grandes perigos a temer para o futuro, se as antigas tiranias forem recordadas, se os libertos preferirem a gente da sua raça a qualquer outra, como é natural? Poderá prosperar e mesmo existir uma nação composta de raças estranhas e que de nenhuma sorte podem ter ligação?

Não se pense que, propondo a abolição da escravidão, o meu voto seja de conservar no país a raça libertada: nem isto conviria de sorte alguma à raça dominante, nem tampouco à raça dominada. Os primeiros teriam a sofrer as reações, e os segundos teriam sempre a suportar os resultados de antigos prejuízos, que nunca cessariam a seu respeito. 

 

Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque, abolicionista, defendendo a devolução dos negros à África após a abolição, em sua obra Memoria Analytica á Cerca do Commercio d’Escravos e á Cerca dos Males da Escravidão Domestica, Rio de Janeiro: Comercial Fluminense, 1837, p. 94; citado por Ana Celia Maria Marinho de Azevedo, “Onda Negra, Medo Branco; o negro no imaginário das elites – século XIX”, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 44.

Genival Veloso de França

Cromo-inversão. 

É a propensão erótica de certos indivíduos por outros de cor diferente. Como exemplo, podemos citar os portugueses na sua irresistível predileção às nossas mulatas.

Etno-inversão.

Não deixa de ser uma variante da cromo-inversão. A etno-inversão é a manifestação erótica por pessoas de raças diferentes. Além de constituir um tipo raro de distúrbio sexual, não se mostra como problema sexual relevante.

Genival V. França. Distúrbios do instinto sexual. In: Medicina Legal. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1987. p. 164. Este é talvez o livro de Medicina Legal mais indicado nas faculdades de Medicina brasileiras. 

Gustavo Barroso

No tempo em que as sociedades secretas se multiplicavam par toda a Alemanha, apareceu em Ingolstadt um homem (...), o judeu João Adão Weishaupt. Afilhado e protegido do barão de Ickstadt, (...) Weishaupt conseguiu ser nomeado professor com grande escândalo e inúmeros protestos. (...) De posse da cadeira, cheio de imensa pretensão, julgando-se genial, vaidoso e inquieto, sedento de proselitismo, o que denuncia às léguas a psicologia judaica, pretendeu entrar na maçonaria, que era a grande força do momento, a fim de subir depressa na vida.

Gustavo Barroso, ensaista, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras, em História Secreta do Brasil, vol. II, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1937. p. 15, 16.

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Contavam com a adesão dos negros fetichistas, de outras raças, sequiosos de liberdade e vingança, como era natural em pobres escravos. A conversão de toda essa pretalhada ao catolicisma era superficial. Ainda agora, seus descendentes misturam à religião as mais absurdas crendices da feitiçaria. Depois do morticínio, seria proclamada uma Rainha, princesa negra reduzida à escravidão e trazida pelos traficantes de carne humana para o Brasil.

Sobre a revolta dos Malês. Idem, p. 219.

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Os libertos, mãos livres a que alude Pedro Calmon, eram necessariamente os elementos de ligação entre a pretalhada muçulmana e os altos inspiradores do movimento subversivo, aos quais convinha essa guerra santa, que, só foi vencida com certa rapidez e energia, graças à prevenção a tempo ainda dos responsáveis pela ordem pública. 

Sobre a revolta dos Malês. Idem, p. 223.

Herbert Spencer

(...) Mas eles permanecem inábeis para as funções mais importantes, para as funções de produção que exigem um trabalho seguido e regular.

 

Herbert Spencer, filósofo evolucionistas. Citado em Onda Negra, Medo Branco; o negro no imaginário das elites – século XIX, de Ana Celia Maria Marinho de Azevedo, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p.

H. G. Wells

E como irá a Nova República tratar as raças inferiores. Como ela tratará com os negros? Como ela tratará com os homens amarelos? Como ela irá cuidar daquele alegado cupim do mundo civilizado, os judeus? (...) [Judeus têm] a incurável tendência ao parasitismo social.   

H.G. Wells, escritor britânico de War of the Worlds [Guerra dos Mundos] e The Invisible Man [O Homem Invisível]Do seu livro de ensaios intitulado Anticipations. (1901).

From http://www.afrocentricnews.com

Isaac Mayer Wise

[Os negros] representam tudo o que é degradado e inferior no barbarismo sem esperança de seis mil anos.

De http://www.blacksandjews.com/bondi.html 

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...Embora não sejam totalmente selvagens, são muito primitivos e ignorantes... Nada [fazem] além de perder tempo e mendigar... Eles pegam trutas no rio, então as vendem para comprar munição, atiram em coelhos, pássaros, comem várias raízes e plantas silvestres, além de cobras, sapos, cachorros, gatos e ratos, e dizem 'Eu não trabalhar.' Conversando com vários deles eu descobri que eles não têm casa própria e são bárbaros. 

Rabino norte-americano Isaac Mayer Wise, fundador do Judaísmo Reformado, sobre o índio da Califórnia.

De http://www.blacksandjews.com/Quotes_and_Facts.html

ISTO É

ADEUS, CABELOS CRESPOS

Milagres existem. E quem tem cabelos crespos só vive esperando por eles. Só dessa forma é possível domar de vez o volume e a rebeldia dos fios espessos. Pois parece que os dias de espera terminaram. Acaba de desembarcar no Brasil uma técnica revolucionária, chamada relaxamento térmico, que promete por fim às escovas e chapinhas diárias.

Greice Rodrigues, Revista ISTO É, 15.5.2002, n.º 1702, p. 70. 

J. B. Alberdi

Los que nos llamamos americanos, no somos otra cosa que europeos nacidos en América … En América todo lo que no es europeo es bárbaro…

J.B. Alberdi, Bases y puntos de partida para la organización política de la República Argentina.

From http://www.topia.com.ar/articulos/25masal.htm

João Baptista Figueiredo

Cheguei na Igreja do Bonfim [Salvador, BA], tinha gente como do diabo. Fui para o hotel suado. Tirei toda aquela roupa. Tomei uns dez banhos, esfregava sabão. Fazia assim [passa a mão no pescoço e cheira] e ainda tinha cheirinho de crioulo.

Gal. João Batista Figueiredo, Presidente do Brasil. Folha de São Paulo, segunda, 03.01.2000, Ed. 25842.

Joaquim Nabuco

Quando os primeiros Africanos foram importados no Brasil, não pensaram os principais habitantes (...) que preparavam para o futuro um povo composto na sua maioria de descendentes de escravos (...).

Chamada para a escravidão, a raça negra, só pelo fato de viver e propagar-se, foi-se tornando um elemento cada vez mais considerável da população (...). Foi essa a primeira vingança, das vítimas. Cada ventre escravo dava ao senhor três a quatro crias que ele reduzia a dinheiro; essas por sua vez multiplicavam-se, e assim os vícios do sangue Africano acabavam por entrar na circulação geral do país.

Joaquim Nabuco, diplomata, historiador e jornalista abolicionista. Em O Abolicionismo, p. 136, 137, citado por Ana Celia Maria Marinho de Azevedo, “Onda Negra, Medo Branco; o negro no imaginário das elites – século XIX”, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 97.  

José do Patrocínio

O chim é incompatível com a nossa nacionalidade, não só por muitos motivos étnicos e biológicos, como porque é um péssimo fator econômico.

José do Patrocínio, jornalista abolicionista, em A Imigração, ano V, boletim n.º 50, novembro de 1888, p.1, citado por Ana Celia Maria Marinho de Azevedo, “Onda Negra, Medo Branco; o negro no imaginário das elites – século XIX”, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 102.  

José E. P. da Silva

Esta população escrava, longe de dever ser considerada como um bem, é certamente grande mal. Estranho aos interesses públicos, sempre em guerra doméstica com a população livre, e não poucas vezes apresentando no moral o quadro físico dos vulcões em erupção contra as massas que reprimem sua natural tendência; gente que quando é preciso defender honra, fazenda, e vida, é o inimigo mais temível existindo com as famílias livres.

 

Brigadeiro do Exército José Eloy Pessoa da Silva, imigrantista, Memória sobre a Escravatura e Projecto de Colonização dos Europeus e Pretos da África no Império do Brazil, Rio de Janeiro: Plancher, 1826; citado por Ana Celia Maria Marinho de Azevedo, “Onda Negra, Medo Branco; o negro no imaginário das elites – século XIX”, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 42.

Josef Goebbels

Um judeu é para mim um objeto de desgosto. Eu sinto náuseas quando vejo um. Cristo não poderia possivelmente ter sido um judeu. Não é necessário provar isso cientificamente - é um fato.

Josef Goebbels, ministro da propaganda de Hitler.

De http://www.afrocentricnews.com

José Graziano da Silva

Temos que criar emprego lá, temos que gerar oportunidade de educação lá, temos que gerar cidadania lá. Porque, se eles continuarem vindo pra cá, nós vamos ter de continuar andando de carro blindado.

Ministro do Governo do Presidente Lula (PT), em discurso na FIESP, em 7.2.2003, tratando do programa Fome Zero. Posteriormente afirmou em nota ter sido mal entendido e não ter intenção de ofender os nordestinos.

Juvenal

Agora me permita dizer algo da raça que mais me cansa. Eu já não posso suportar nossa cidade cheia de gregos. Por longo tempo até agora o Leste despejou esta escória em nosso amado Tiber, trazendo com eles sua língua e costumes, suas flautas e instrumentos de corda. Que dissimulados! Estrangeiros recém surgidos em Roma conseguem melhores negócios que eu - eu que puxei minha primeira respiração nesta cidade.      

Juvenal, escritor satírico romano, cerca de 100 a. C. 

From http://www.afrocentricnews.com

Lamartine Babo

O teu cabelo não nega

O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata eu quero teu amor
Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata, mulatinha, meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor
Quem te inventou, meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando fez careta

Porque, mulata, tu não és deste planeta
Quando meu bem vieste a Terra
Portugal declarou guerra
A concorrência então foi colossal
Vasco da Gama contra um batalhão naval
.  

Lamartine Babo e Irmãos Valença, compositores.

Luís Barreto

O que constitui, porém, o grosso da nossa população escrava é o contingente das outras populações caracterizadas todas anatomicamente pela sua menor massa de substância cerebral; e esta condição anatômica de inferioridade é bem própria para abrandar os rancores abolicionistas contra a parte da sociedade, que tem por si a vantagem efetiva da sua superioridade intelectual.

 

Luis Pereira Barreto, médico, positivista fluminense e imigrantista, na série de artigos “Os Abolicionistas e a Situação do País”, publicada de 20 a 30 de novembro de 1889, no jornal A Provincia de São Paulo, em que critica os abolicionistas e defende o darwinismo social; citado por Ana Celia Maria Marinho de Azevedo, “Onda Negra, Medo Branco; o negro no imaginário das elites – século XIX”, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 69.

Madonna

Eu nunca fui tratada de forma mais desrespeitosa do que pelos homens negros com os quais saí. (...) [Eles] foram cagados por muito tempo. (...) [Eles] crescem sem pais, sem figuras masculinas fortes, sem um senso de romance e sem visão de como um homem trata uma mulher com respeito. 

Madonna, cantora popular. De Spin magazine, janeiro de 1996.

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Mahatma Gandhi

(...) Eu sou absolutamente contra toda tentativa de abolir as divisões fundamentais. O sistema de castas não foi fundado sobre a desigualdade. (...) Não existe nenhuma razão de valor para suprimir o sistema por causa de seus abusos.    

Mahatma Gandhi* (1869-1948), líder indiano. Système des castes, l’Inde nouvelle, p. 479.

Malcolm X

A morte de mais de 120 brancos é uma coisa muito bonita.  

Malcolm X, líder negro muçulmano. Dito durante um discurso em Los Angeles, em 3 de junho de 1962.

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Mazzaropi

Sai daí, sua macaca!

Fala do personagem Punduroso (Mazzaropi) à sua empregada negra no filme O Puritano da Rua Augusta (1965), produzido, dirigido e estrelado por Amácio Mazzaropi.

Miguel Lemos

O africano é, naturalmente, venerador, e por isso submete-se; não é o medo, nem o interesse, que o mantém na escravidão, é o amor para com os senhores que eles reputam seus superiores. A submissão do Africano é análoga à submissão do soldado do general; repetimos, é fruto da veneração, não interesse.

Miguel Lemos, pensador positivista brasileiro. O Positivismo e a Escravidão Moderna. Rio de Janeiro: Sociedade Positivista, 1884, p. 60. Citado por Ana Celia Maria Marinho de Azevedo, “Onda Negra, Medo Branco; o negro no imaginário das elites – século XIX”, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 95, 96.

Muammar Kaddafi

A raça negra está agora numa situação social muito atrasada. (...) Além disso suas tradições sociais atrasadas são a razão de não haver limite para casamento, levando a seu ilimitado crescimento, enquanto a população de outras raças tem decrescido devido a controle de natalidade, limitações de casamento e contínua dedicação ao trabalho, diferente dos negros que são preguiçosos num clima que é sempre quente.    

Cel. Muammar Kaddafi, Presidente da Líbia. The Green Book: Part Three [O Livro Verde: Parte Três], 1979.

From http://www.afrocentricnews.com

Miles Davis

Se alguém me dissesse que eu tinha apenas uma hora de vida, eu a gastaria engasgando um homem branco. Eu faria isso suave e lentamente.

Miles Davis, músico negro de jazz. Tirado de Jet Magazine, March 25, 1985.

From http://www.afrocentricnews.com

Morris J. Raphall

Permanece um fato que não pode ser negado que em seu próprio lar nativo, e de modo geral através do mundo, o desafortunado negro é realmente o mais inferior dos escravos. Muito tem sido dito a respeito da inferioridade de suas capacidades intelectuais, e que homem nenhum de sua raça alguma vez inscreveu seu nome no Parthenon da excelência humana, seja mental ou moral.

Rabino Morris J. Raphall, século XIX.

De http://www.blacksandjews.com/Jews_and_Slavery.html

Moshe Dayan

[Os negros] têm pouca inteligência e pouca educação.

 

Moshe Dayan, ex-Ministro da Defesa do Estado de Israel, atribuindo aos negros uma hipotética decadência das forças militares estadunidenses e recomendando "sangue novo e melhores cérebros para suas forças." Ele é considerado um herói pelo Estado de Israel.

De http://www.blacksandjews.com/Jews_and_Slavery.html

Paulo Francis

(...) Gente diferente de nós, que podemos rotular, sem eufemismo, de negrada (...).

O Estado de São Paulo, de 10.11.1991 (p. 90). 

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(...) Francamente, acho índios repulsivos.

O Estado de São Paulo, de 24.11.1991 (p. 90).

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Foram escravizados, é verdade... Em São Paulo e Rio as cidades foram entregues a essa malta de cor variada. Elegem até seus prepostos.

O Estado de São Paulo, de 10.10.1991 (p. 89).

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Quando vejo um grupo de negros na rua, e eles adoram fazer pontos em calçadas, tenho medo. Fico pensando se me agredirem, se corro, se dou um pontapé nos países-baixos dos mais próximos, ou se ponho a boca no mundo. Todo branco pensa as mesmas coisas.

O Estado de São Paulo, de 8.12.1991 (p. 91).

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Mas não há santo que agüente nordestino chegando. Gente sem a menor visão e cultura (...) eles estão acabando com o Brasil europeu.

Revista Elle, junho/1992 (p. 93).

Paulo Francis foi escritor, jornalista, articulista do Pasquim e comentarista da Rede Globo. Passagens citadas por Fernando Jorge, Vida e Obra do Plagiário Paulo Francis - o mergulho da ignorância no poço da estupidez, São Paulo: Geração, 1996. Entre parêntesis a localização de cada citação nas páginas deste livro.

Pim Fortuyn

O Cristianismo e o Judaísmo passaram por um processo de esclarecimento, que os tornou elementos criativos e construtivos na sociedade. Isto não ocorreu no Islã. Há uma tensão entre os valores da sociedade moderna e os princípios do Islã. 

De http://www.weeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/001/237czhmw.asp

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O Islã é estúpido. É uma cultura atrasada. Os muçulmanos tratam mal os homossexuais, assim como tratam mal as mulheres. O que estamos assistindo hoje não é um confronto entre estados, mas um confronto de civilizações.

De ISTO É, de 15.5.2002, n.º 1702, p. 92. 

Pim Fortuyn, líder homossexual fundador da Lista,  partido que defende a proibição da imigração islâmica na Holanda e apóia o Sionismo contra os muçulmanos palestinos.

Richard Nixon

Bem, é uma boa coisa. Eles acabaram de descer das árvores. 

Richard Nixon, Presidente dos EUA, falando a um grupo de educadores acerca de ter sido dito que um programa de bolsa de estudo estava disponível a estudantes negros. De The New Yorker, 14 de dezembro de 1992.

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(...) A maioria deles [negros africanos] basicamente acabaram de sair das árvores.

Falando a Donald Rumsfeld, 22 de julho de 1971, quando compara negros africanos a estadunidenses. 

De http://www.afrocentricnews.com

Roberto C. Simonsen

Estudando-se com mais atenção o assunto, compreende-se o grande esforço desenvolvido pelos Jesuítas em prol da liberdade dos índios, diante de sua relativa tolerância em relação ao tráfico africano. A escravidão já existia há muito tempo no próprio continente negro. O preto mostrava-se resistente e capaz de suportar as vicissitudes do labor a que era chamado. O índio, com mentalidade muito mais atrasada, não tinha, seja a resistência física, seja a compreensão de necessidade do trabalho; daí, a hecatombe humana que representava a sua escravização.

Roberto C. Simonsen, senador (PSD) por São Paulo e economista judeu brasileiro, em História Econômica do Brasil, 4. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1962. p. 132.

Rotbaum

O caráter pacífico do descobridor-conquistador, os métodos gentis que ele sempre empregou em suas ações militares, o bom tratamento concedido aos índios, sua imparcialidade em relação a seus mercenários... e seu espírito econômico, apontam para um homem de idiossincrasia judia, muito em oposição à crueldade e brutalidade demonstradas pela maioria dos conquistadores descendentes dos cristãos-velhos.

Itic Croitoru Rotbaum, erudito judeu, discutindo a origem “judia” de Rodrigo de Bastidas, um dos primeiros exploradores do atual território colombiano. De De sefarad al neosefardismo [Contribución a la historia de Colombia] [Bogota, 1967], 113). 

De http://www.blacksandjews.com/Schorsch.html .

Saul Bellow

Quem é o Tolstoi dos zulus? O Proust dos papuásios? Eu ficaria contente em lê-los.  

Saul Bellow, escritor judeu estadunidense, ganhador do prêmio Nobel de literatura. Citado do The  New York Times, 9 de fevereiro de 1988.

From http://www.afrocentricnews.com

SEPPIR

O novo projeto de Nação a ser construído no Brasil contemporâneo implica em resgatar de forma crítica nossas mais significativas tradições organizativas em nome da realização de uma ação democrática. Tal projeto não deve se esgotar na fórmula assimilacionista ou enganosa como se deu no passado. Existem outras possibilidades, que valorizem a diversidade e o respeito às diferenças; a igualdade e o combate à exclusão social; que não revalidem moralmente tradicionais papéis sociais tampouco, almejem uma questionável e desnecessária uniformização estética, cultural e política de nosso povo.

Do Texto-Base da SEPPIR - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial elaborado como vistas à 1.ª Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial a ser realizada de 30/06 a 02/07/2005.

Simão Ben Iochai

O melhor dos pagãos merece ser morto.

Simão Ben Iochai, místico judeu, séc. II d. C.

Citado por Allan Unterman, rabino estadunidense, em Dicionário Judaico de Lendas e Tradições. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 248.

Vitazoslav Moric

(...) É necessário penalizar os ciganos severamente.

(...) O que há de humanista em permitir um retardado produzir outro retardado, permitindo  que pessoas mentalmente deficientes produzam crianças e aumentem a percentagem de idiotas e retardados em nossa sociedade?

Vitazoslav Moric, deputado do Partido Nacionalista esloveno. Dito numa conferência de imprensa, em agosto de 2000. 

De http://www.afrocentricnews.com

Wittgenstein

Mesmo o maior dos pensadores judeus não é mais do que talentoso. (Eu próprio, por exemplo.) Creio que há alguma verdade em minha idéia de que só penso reprodutivamente (...) Pode-se tomar o caso de Freud e Breuer como exemplo da reprodutividade judaica?

Ludwig Wittgenstein (1889-1951), filósofo judeu austríaco.

*Gandhi, ao contrário da opinião mais divulgada, nunca foi contra a supressão das castas indianas. Ele desejava que somente restassem as quatro principais: Brahmanes, Kshatrina (militares), Vaishya (agricultores) et Shudra (artesãos). Quanto aos intocáveis, que Gandhi denominava Haridjan (os benditos de Deus), teriam perdido sua casta. Os intocáveis, porém, constantemente humilhados, tendiam a converter-se ao Islamismo.  

**Eurípedes. Ifigênia em Áulis, 1400.

***Trabalhos e Dias, 405.

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A PÁTRIA É A FAMÍLIA AMPLIFICADA

Rui Barbosa

 

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DENUNCIE A POLÍTICA DO GOVERNO BRASILEIRO CONTRA MESTIÇOS

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